domingo, 28 de agosto de 2011

CAMINHO DE LUZ 18/08/2011

Orientações concedidas pelos mentores espirituais do "CENTRO ESPIRITA MARIA, JOSÉ E O AMOR" Jaraguá do Sul.

Instrução dada durante o Evangelho de 18/08/2011


As Fugas

Todos nós, ao adentrarmos à carne, trazemos compromissos reencarnatórios; experiências de vidas que nos darão oportunidade de reparação, e também, de evolução espiritual. No entanto, diante da misericórdia divina, ciente de nossa pequenez, Deus não fixou nada além de nossa destinação maior que é a perfeição; portanto, mesmo aqueles que adentram à carne, e que fogem de seus compromissos reencarnatórios, se depararão com outros compromissos, com outras experiências para as quais, infelizmente, não foram preparados, e que precisarão buscar esforço maior para superá-las; sim, nada está fixado em nossa vida além do amor, as experiências pelas quais passaremos, são fruto de cada dia e todas elas nos levam a crescer, seja de forma serena, seja pela dor.
Mas falamos hoje das fugas inúmeras; num primeiro momento, nos assalta à mente a idéia do suicídio como um dos exemplos de fugas de nossos compromissos; somos ágeis em julgar os atos de nossos irmãos, mas somos muito lentos em analisar as nossas próprias fugas; e nós vos convidamos, nesse instante, a analisar aquelas fugas que passam despercebidas dia a dia, uma delas é a rotina; rotina que abraçamos e que nos leva a fugir de nossa reforma íntima, de nossa mudança de atitude; fazemos as coisas sempre da mesma forma, sempre do mesmo jeito; outra fuga, irmãos, são os desculpismos que partem de nossa boca, dia após dia, para que não venhamos a assumir compromisso maior: não tenho tempo; a família me toma muito tempo; o trabalho me requer; tempo, concessão divina para que venhamos crescer espiritualmente; burilarmo-nos intimamente, darmo-nos a oportunidade de semear a outros tantos irmãos; mas nós dizemos "não temos tempo".
O tempo é o mesmo para todos nós; como nós o utilizamos é escolha nossa; não é a família que me toma todo tempo, ou o trabalho que muito me requer; não é que as coisas me convidam a tantos compromissos, que eu não possa me dedicar a busca espiritual; é que meu desejo não é esse; desde que o meu desejo seja  me esclarecer, eu encontrarei o tempo para isso, porque requer abnegação; mas há desculpismos ainda tantos para não cumprirmos com os nossos compromissos reencarnatórios.
Diante das provas, fugas que se expressam mais ostensivas; vícios: alcoolismo, noites à fora para que não volte para dentro do lar e seja convidado a uma atitude necessária para sua evolução espiritual, que é só dele, de mais ninguém. Nós respondemos pelos nossos atos, irmãos; se há alguém que nós podemos mudar, esse alguém somos nós; não temos condições de mudar os nossos filhos; não temos condições de mudar o nosso companheiro; eles mudarão por conta própria.
Diante dos exemplos recebidos, podemos sim, ser uma boa influência àqueles com quem caminhamos; mas respondemos por nossas obras, por nossas atitudes, por nossos pensamentos e sentimentos. Diante dos compromissos reencarnatórios, muitos se negam a profissão escolhida dizendo: "É muito difícil, não quero isso, talvez aquilo que me cause mais prazer...", e por isso nós convidamos a todos aqueles que estão definindo a sua escolha, a sua profissão, que reflitam sobre seus interesses maiores. Por que desta ou daquela escolha? Se a resposta for tão somente material, de a ti mesmo a oportunidade de maiores bases espirituais, para que possa fazer melhor escolha; mas há escolha certa ou errada? Não existem experiências distintas irmãos, mas há sim, compromissos reencarnatórios, aquilo para que nos preparamos em campo astral, aquilo  que teremos maiores facilidades em desempenhar nossa tarefa, porque está em harmonia com o conjunto que há em nós, as experiências passadas que estarão presentes para que possam colaborar nesta reencarnação. Mas não falamos só da profissão, falamos agora da família; fugas; quando nós nos encontramos com alguém, bate o nosso coração, nos atraindo àquela pessoa, despertam-nos até mesmo instintos, que são carnais, nos convidando a um relacionamento mais intimo com essa pessoa; são as bênçãos de Deus nos ajudando em nossa reaproximação para que juntos num esforço recíproco, como companheiros de jornada, e não como donos um do outro, possamos caminhar, respeitando, sim, um ao outro, e colaborando para que o dia a dia traga sobre nós, e sobre aqueles que se fazem junto a nós, frutos salutares, crescimento espiritual, desenvolvimento das virtudes. 
Convidamos os casais à refletirem sempre em suas  atitudes; faça ao teu próximo tudo aquilo que gostaria que ele fizesse para ti; mas diante dos primeiros conflitos dentro do lar, quando aquela imagem que criamos de nosso companheiro se desfaz, quando passamos a reconhecer no mesmo os antagonismos pretéritos, as dificuldades passadas, passamos a estar atentos aos sentimentos que despertam fora desse lar. Ah, aí nos deparamos com outros sentimentos, porque temos laços com tantos; de repente nos encontramos com alguém e ali se faz o sentimento de que esta é a pessoa certa para nós; não dizemos nem que sim nem que não, porque todos nós somos certos uns para os outros; todos nós podemos colaborar uns com os outros; mas nós vos convidamos a não fugir de vossos compromissos; olhai para o tempo presente, as experiências passadas nos convidam a abrir canais com os nossos irmãos, a respeita-los,  nos aproximar, até mesmo, a um convívio harmônicoharmônicos com o todo, porque harmonia é amor, e não há amor quando nós fazemos os outros sofrerem. Analisemos que a dor de nosso irmão é nossa; lei de ação e reação, tudo que fazemos aos outros reverbera sobre nós, e nos depararemos com provas semelhantes, para que possamos dar testemunho de humildade, de paciência, de mansuetude e da indulgência. A vida nos convida a crescer, diante de quaisquer provas em que nos encontremos, não fujamos; desistir de si mesmo é fuga; desistir da busca é fuga. Diante da prova da doença com que muitos se deparam, o desespero é uma fuga; o choro, a revolta, o desânimo são fugas; estais diante dessa prova para dar testemunho da tua fé, da tua força, ela te convida a se esclarecer, não a fugir; analisemos o quanto nós fugimos de nossos compromissos; há alguém do nosso lado que nos espinha, fugimos; não quero estar com esse colega de trabalho, não quero viver nesse meio de trabalho porque me espinha, essas pessoas me afetam; então me demito, fugi; quando tinha oportunidade de semear. Analisemos, irmãos! Não estamos aqui nos referindo de que a separação, de que a demissão, e outros tantos exemplos sejam pecados; mas estamos dizendo sim, que são escolhas, e que diante de todas as nossas escolhas nos depararemos com a reação convidando a crescer em espírito, a fazer diferente. Que cada atitude tomada na carne, sirva para nós como oportunidade de evolução espiritual, para que possamos nos renovar. Reconhece-se o verdadeiro espírita, o verdadeiro cristão pela sua mudança interior, pelos esforços que faz para domar sua más inclinações. 
Fiquem em paz! 

domingo, 21 de agosto de 2011

CAMINHO DE LUZ 11/08/2011

Orientações concedidas pelos mentores espirituais do "CENTRO ESPIRITA MARIA, JOSÉ E O AMOR" Jaraguá do Sul.

Instrução dada durante o Evangelho de 11/08/2011


Nossas Experiências

A vida anímica é uma experiência que nos convida à libertação dos preconceitos; preconceitos que não se resumem apenas às raças, aos credos, mas que significam, em amplitude, a obscuridade do ser. O julgamento de quem não busca colocar-se no lugar de seu irmão, preconceber um fato, é negar-se a oportunidade de enxergar a vida sobre outro ponto de vista muito mais elevado, é negar-se a oportunidade de estender as mãos àqueles que caminham junto a nós, é negar a oportunidade de ver nos outros filhos de Deus, com tanto a nos ensinar. O preconceito faz com que também neguemos a nós mesmos a oportunidade de falar sobre nós, de nos abrir, de sermos transparentes, autênticos. Aquele que é movido por preconceitos, teme. A vida lhe parece em constante medo. Tem medo do que os outros vão dizer, falar, pensar. Busca agradar aos homens, e, nesse objetivo, se perde em conflitos múltiplos porque ninguém consegue agradar a todos. Temos nosso exemplo maior, Jesus, nos ensinando que se queremos realmente agradar alguém, que esse alguém seja Deus. Mas o que significa agradar a Deus, irmãos, senão viver os ensinamentos que Cristo nos tem trazido? Sim, são por esses ensinamentos, que nos convidam a viver a indulgência, a caridade,a beneficencia, a mansuetude, o perdão, que vamos nos libertando dia a dia dessas barreiras inúmeras, obstáculos tamanhos que colocamos em nosso caminhar e que denominamos preconceito.
Vida Conjugal
Cada um de nós, diante de experiências múltiplas, ora vem para construir junto a outro espírito, um renovação de atitudes, uma reparação de atitudes passadas, um apoio recíproco. mas a vida conjugal não se resume a um lar físico, onde espíritos se reúnem para passar os seus dias. A vida  conjugal não se estabelece por aquilo que vemos na matéria, o que é estabelecido pelas leis humanas.
A vida conjugal exige que nós, em espírito, estejamos empenhando esforços, realmente, em traçar um convívio que colabora um com o outro, onde aprendemos a conversar, onde nos colocamos no lugar do nosso companheiro que não é nosso marido, nem nossa esposa, mas sim um companheiro de jornada, e, como tal, não nos pertence.
Muitos de vós já tendes ouvido que o amor liberta. E o amor liberta. O amor verdadeiro faz com que nos coloquemos no lugar de nossos irmãos, respeitemos as suas escolhas, entendamos que cada um responde por suas obras, e nos convida a fazer ao outro aquilo que gostaríamos que ele fizesse por nós. Nem sempre aquilo que faremos nessa condição, é aquilo que o nosso coração está pedindo. Por isso, nós vos convidamos ao estudo, ao esclarecimento espiritual. Não devemos mover as nossas atitudes, as nossas decisões somente pelo coração. A afetividade é importante, mas traz junto a ela um manancial de tendências, dentre elas o orgulho, o egoísmo, mãe de todas as outras. Nós vos convidamos ao equilíbrio, razão e sentimento. Aquele que busca se esclarecer, raciocina de forma elevada colocando sentimentos e propósitos elevados em tudo aquilo que faz.
A vida conjugal nos convida a esse esclarecimento, a compreender aquele que caminha conosco e a colaborarmos reciprocamente. Mas ela nos convida ainda a outra questão: a sexualidade que muitos se negam a comentar, que muitos se negam a falar, mesmo entre o casal. Falamos pouco sobre algo que ainda faz parte da condição humana. Estamos em um estágio evolutivo onde, pela benção de Deus, foram nos concedidos corpos em sexo diferentes: homem, mulher, para que pudessem juntos se apoiar, constituírem uma família, formando um círculo que colaborasse para que os laços consanguineos superassem antagonismos pretéritos. É uma benção!
A família é uma rica oportunidade de redenção, muito negada por muitos que estão na carne. Somos convidados a superar os nossos antagonismos; somos convidados a fortalecer laços em espírito, e não só materiais. A sexualidade permite ao casal que, unidos, possam melhorar, aprofundar sua intimidade; possam conversar mais abertamente; possam colaborar até mesmo fluidicamente, energeticamente um com o outro. Quando a sexualidade do casal está bem, nós dizemos que as portas estão abertas para um caminhar mais sereno onde um busca compreender o outro; onde não há receio do que o companheiro possa estar fazendo fora, ou a nossa companheira possa estar vivendo fora do lar; não há espaço para ciúmes. Mas para tanto, é necessário compreender de uma forma serena, elevada, o que é o conúbio carnal, restauração energética, oportunidade de maior intimidade, algo natural, mas que deve ser vivido com amor, sentimentos elevados e também com frequência. Convidamos a todos os casais para que analisem a sua vida sexual, falem dela abertamente um para com o outro, busquem sustentar sentimentos elevados, se busquem, se namorem, estamos aqui para nos ajudar e mais uma vez reforçarmos: o lado sexual colabora para que caminhemos de uma forma mais serena, não só dentro do nosso lar, mas também fora dele.
Libertemo-nos de preconceitos; não julguemos aos nossos irmãos; analisemos o evangelho e busquemos viver aquilo que Jesus nos tem ensinado.
Fiquem em paz!

sábado, 13 de agosto de 2011

CAMINHO DE LUZ 04/08/2011

Orientações concedidas pelos mentores espirituais do "CENTRO ESPIRITA MARIA, JOSÉ E O AMOR" Jaraguá do Sul.

Instrução dada durante o Evangelho de 04/08/2011


Abrir Portas

Muitos de nós desejamos que nos sejam abertas portas para que possamos experimentar outras circusntâncias, outros relacionamentos, outros entendimentos. Mas há um engano nisso, nesse nosso desejo. Se entendêssemos que cabe-nos a ação de abrirmos essas portas e não de esperar que os outros nos abram, então haveria um primeiro passo; primeiro passo que nos convida a conquistar a chave; a chave que abrirá a porta ao nosso ser; àquilo que realmente nós desejamos; àquilo que guiará a nossa conduta, as nossas decisões; àquilo que nos dará forças diante das adversidades, entendimento de nossa realidade, possibilidade de conhecimento de nós mesmos.
Essa chave é o Evangelho! Afirmamos e reafirmamos isso; a chave para nos conhecer está no Evangelho; guia seguro de conduta, oportunidade de nos conhecermos dia-a-dia, pelas orientações recebidas.
Toda vez que abrimos a porta para o nosso ser, vamos nos conhecendo. Haverá maiores possibilidades do nosso ser real se exteriorizar no campo vigil, e então nossos propósitos reencarnatórios se farão mais presentes.
Irmãos, quão positivo é ouvir a nós mesmos. Muitos falam da voz da consciência que  lhes adverte, que lhes convida, que lhes inspira; pois é; essa voz da consciência, é um chamamento interior; somos nós em Espírito, pedindo para nós mesmos, no campo vigil, darmo-nos oportunidade de agir conforme os nossos propósitos superiores, de fazer valer a bênção da reencarnação. 
Busquemos abrir essas portas e conhecer os nossos desejos mais íntimos; desejos de filhos de Deus que são fundamentados em propósitos maiores; e então nós perceberemos aquilo que tem mais valor em nossa vida: as experiências, o aprendizado, os relacionamentos, as oportunidades bem aproveitadas para que possamos crescer interiormente. Vamos nos conhecendo, vamos vivendo a nossa realidade espiritual ainda na carne; eis o que chamamos "adquirir consciência espiritual".
Quando Jesus nos convidava a ir até Ele a fim de que aliviássemos a nossa sobrecarga, nos convidava a nos conhecer, através de suas exemplificações, de seus ensinamentos maiores; é assim que vamos descortinando a nossa realidade, conhecendo as nossas fragilidades, conhecendo as forças que há em nós para a superação dessas mesmas fragilidades.
A vida é oportunidade preciosa! Que cada um possa abrir a sua porta!
Fiquem em paz!

CAMINHO DE LUZ 28/07/2011

Orientações concedidas pelos mentores espirituais do "CENTRO ESPIRITA MARIA, JOSÉ E O AMOR" Jaraguá do Sul.

Instrução dada durante o Evangelho de 28/07/2011


Espiritismo: Ciência do Espírito

Quando estudamos o Evangelho de Jesus, nem sempre nos apercebemos que ali podemos encontrar a nossa realidade espiritual; é a ciência, é conhecimento daquilo que nós somos; e o espiritismo nos convida a esse estudo. Espíritas, amai-vos! Espíritas, instrui-vos!
Nós, como alunos, adentrando a escola Terra e somos convidados a nos esclarecer, a estudar a nós mesmos, a conhecer o evangelho, a buscar sustentação no mesmo para as provas que viveremos. Somos convidados a aproveitar essas provas para nos sustentarmos em espírito. Fugir da prova é repetir o ano, e toda repetição é um atraso.Todos nós somos convidados a nos renovar dia após dia. Vede a natureza: o sol a cada dia torna a renascer; nós também, a cada dia nova oportunidade se faz para que venhamos cumprir as nossas tarefas, das mais pequeninas àquelas que nos exigem maiores esforços; todas elas nos convidando ao aprendizado do amor. 
Como aprender a amar se não sei o que significa esse sentimento? É por isso que Jesus, em um ato de amor, se fez junto a nós exemplificando-nos o que é amar verdadeiramente ; e  ali colocou Jesus todas as virtudes que somos convidados a viver: devotamento, indulgência, que é o não julgamento de nossos irmãos, perdão para com nós mesmos, rearmonização para com aqueles que estão ao nosso redor, abnegação. Todos nós somos convidados a crescer dia após dia.
Se cada dia que se faz é um chamamento divino, há quantos dias nós estamos refutando esse chamamento maior? Nós refutamos o chamamento quando decidimos por adensar sentimentos negativos,  deletérios, nós refutamos esse chamamento quando nos esquecemos de nossa realidade espiritual, quando esquecemos que aqui estamos para crescer; refutamos a esse chamamento quando nos entregamos dia após dia a rotina, sem análise de nós mesmos, sem dedicação por mudar, vamos refutando a preciosa oportunidade de estar na carne.
Irmãos, analisemos que, essa estada é temporária. E vai chegar o momento de partir. Cientes desse momento, compreendamos que nossa condição espiritual após  desencarne, é fruto de como administramos o nosso tempo enquanto na carne.  É fruto dos nossos interesses maiores, das nossas obras. Dói muito a negligência; dói muito perceber o tempo perdido; dói muito perceber o bem que eu poderia ter feito e não fiz, por justificativas tantas.
Nós devemos tomar o rumo de nossas vidas; guiar até mesmo o nosso coração para aquilo que é o nosso propósito superior. Equilíbrio, razão, sentimento, para que sejamos não somente movidos pelo coração; nem tão somente movidos pela razão, mas pela união dos dois para um propósito maior. Estudar a nós mesmos é começar a nos amar. Recordemos disso, irmãos, para quando sairmos dessa sala possamos caminhar em desejo e nas atitudes de viver essa realidade. Fiquem em paz!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A obsessão é um problema que vem se agravando nos últimos tempos. Estamos chegando numa época de ajustes de erros passados. Tempo de reflexão e momento de tomar atitudes.
Reconciliai-vos o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto estais com ele a caminho, para que ele não vos entregue ao juiz, o juiz não vos entregue ao ministro da justiça e não sejais metido em prisão. - Digo-vos, em verdade, que daí não saireis, enquanto não houverdes pago o último centil. (S. MATEUS, cap. V, vv. 25 e 26.)
Sempre escuto que alguém está se vingando do que o outro lhe fez, e eu sempre pergunto: Sabendo que és um espírito imortal, que este de quem te vingas amanhã te cobrará por isso, quando terminará tal "vendetta"? Quem poderá vencer num combate sem fim? Não é melhor buscar a paz? Busque o entendimento, ou apenas afaste-se e afaste da mente qualquer julgamento. Quantas inimizades começam por um mal entendido. Não tenha pressa em julgar, analise, pense, ponha-se no lugar do outro.
Vamos nos perdoar, aprender a conviver e alcançar a paz que tanto queremos, a paz interna, a paz  do nosso espírito. Não devemos ficar nos criticando e acabarmos como nossos maiores obsessores. Tenhamos paciência com os nossos defeitos, nossas escolhas mal feitas, coerência de atitudes e palavras. Para ajudar a nossa tarefa de orar e vigiar, seguem abaixo dez sinais da provável existência de obsessão em nossas vidas:



1º) Quando entramos na faixa da impaciência.
2º) Quando acreditamos que a nossa dor é a maior de todas. 
3º) Quando passamos a ver ingratidão nos amigos. 
4º) Quando imaginamos maldade nas atitudes dos companheiros. 
5º) Quando comentamos o lado menos feliz dessa ou daquela pessoa.
6º) Quando reclamamos apreço e reconhecimento.
7º) Quando supomos que o nosso trabalho está sendo excessivo. 
8º) Quando passamos o dia a exigir esforço, sem prestar o mais leve serviço.
9º) Quando pretendemos fugir de nós mesmos, através da gota de álcool ou da pitada de entorpecente.
10º) Quando julgamos que o dever é apenas dos outros.
Toda vez que um desses sinais surgir no trânsito de nossas idéias, a Lei Divina está presente, recomendando-nos a prudência de parar no socorro da prece ou na luz do discernimento.

Pelo Espírito Scheilla, do livro "Ideal Espírita",

psicografia de Chico Xavier.

Possamos nós alcançar a paciência, a paz e a harmonia nessa longa jornada de aprendizado. Ame e se ame, perdoe e se perdoe, viva e deixe viver. Que Deus nos abençoe.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

DIVULGANDO EMAIL DE ANA CIRENE

Olá Amigos e Irmãos de Jornada,
 
O Texto abaixo, reflete situações muito presentes nos trabalhos mediúnicos ultimamente, e muito do que se vê pelos centros espíritas, diga-se de passagem infelizmente. A mensagem em cor preta, itálico e sublinhado é da médium que enviou essa mensagem.
 
"Na mensagem abaixo não consta o autor e nem mesmo o Centro Espírita no intuito de preservar sua identidade e, assim sendo, evitar represálias daqueles que não crêem na vida após a morte.
 
Encaminho a vocês para que repassem àqueles que acreditam e, principalmente, àqueles que fazem algum trabalho em alguma casa espírita.
Infelizmente, muitos de nós acreditamos que pelo simples fato de sermos espíritas as “portas do paraíso” já estão escancaradas (hum....) e deixamos que nosso ego fale mais alto em nossos trabalhos quando deveríamos deixar que apenas o AMOR e a HUMILDADE fossem nosso guia.
Para mim, este e-mail caiu como uma luva!!!
Um super abraço e que tenhamos uma semana repleta de paz e de luz!"
 
Boa Reflexão!!!
 
 
Quando nos propomos a falar da Ação das Trevas nos Grupos Espíritas, antes de tudo precisamos saber de quais Espíritos estamos falando, porque a grande maioria de Espíritos obsessores que vêm às Casas Espíritas são mais ignorantes do que propriamente maldosos. 
 
No livro “Não há mais tempo”, organizado pelo Espírito Klaus, nós publicamos uma comunicação de um verdadeiro representante das organizações do mal e percebemos que há uma grande diferença entre o que nós classificamos como Espíritos obsessores e os verdadeiros representantes das trevas. Eu estava presente na reunião na qual essa entidade se manifestou. 
 
Quando o Espírito incorporou a doutrinadora disse: “Seja bem vindo meu irmão!”. Ele respondeu: “em primeiro lugar não sou seu irmão, em segundo lugar eu conheço o seu sentimento. Sei que você não gosta nem das pessoas que trabalham com você na casa, que dirá de mim que você não conhece. Por isso duvido que eu seja bem vindo aqui”. Ela ficou um tanto desconsertada, porém, disse: “mas meu irmão, veja bem, isto aqui é um hospital”. Ele respondeu: “muito bem, agora você vai dizer que eu sou o doente e que você vai cuidar de mim, não é isto?”. Ela disse: “Sim”. “Pois bem, e quem garante para você que eu sou um doente? Só porque eu penso diferente de você. Aliás, o que a faz acreditar que possa cuidar de mim? Quem é que cuida de você? Porque suponho que quando alguém vai cuidar do outro, este alguém esteja melhor que o outro e, francamente, eu não vejo que você esteja melhor que eu. Porque eu faço o mal? Porque sou combatente das idéias de Jesus? Sim, é verdade, mas admito isto, enquanto que você faz o mal tanto quanto eu e se disfarça de espírita boazinha”. 
 
Outro doutrinador disse: “meu irmão, é preciso amar”. O Espírito respondeu: “acabou o argumento. Quando vocês vêm com esta ladainha que é preciso amar é que vocês não têm mais argumentos”. “Mas o amor não é ladainha meu irmão”. “Se o amor não é ladainha por que o senhor não vai amar o seu filho na sua casa? Aliás, um filho que o senhor não tem relacionamento há mais de 10 anos. Se o senhor não consegue perdoar o seu filho que é sangue do seu sangue, como é que o senhor quer falar de amor comigo? O senhor nem me conhece. 
Vieram outros doutrinadores e a história se repetiu até que, por último, veio o dirigente da casa e com muita calma disse: “Não é necessário que o senhor fique atirando estas verdades em nossas faces. Nós temos plena consciência daquilo que somos. Sabemos que ainda somos crianças espirituais e que precisamos aprender muito”. “O Espírito respondeu: “até que enfim alguém com coerência neste grupo, até que enfim alguém disse uma verdade. Concordo com você, realmente vocês são crianças espirituais e como crianças não deveriam se meter a fazer trabalho de gente grande porque vocês não dão conta”. 
 
COMO AGEM OS ESPÍRITOS REPRESENTANTES DAS TREVAS EM NOSSOS 
NÚCLEOS ESPÍRITAS?
 
Como vimos, os verdadeiros representantes das trevas além de maldosos são, também, extremamente inteligentes. São Espíritos que não estão muito preocupados com as Casas Espíritas. 
 
Eles têm suas bases nas regiões da Sub-Crosta. São Espíritos que estiveram envolvidos, por exemplo, na 1ª e 2ª guerras mundiais e no ataque às Torres Gêmeas nos Estados Unidos. 
 
São os mentores intelectuais de Bin Laden, de Sadam Hussein e de inúmeros outros ditadores que já passaram pelo mundo, porque eles têm um plano muito bem elaborado, que é o de dominar o mundo. Os grupos espíritas não apresentam tanto perigo para eles. 
 
Esses Espíritos estarão sim atacando núcleos espíritas desde que o núcleo realmente represente algum perigo para as intenções das trevas. Portanto, quando nós falamos das inteligências do mal nós estamos falando destes Espíritos que têm uma capacidade mental e intelectual muito acima da média em geral. Normalmente não são esses Espíritos que se comunicam nas nossas sessões mediúnicas. Normalmente eles não estão preocupados com os nossos trabalhos, a não ser que esses trabalhos estejam bem direcionados, o que é muito difícil, e represente algum perigo para eles. 
 
Nós que vivemos e trabalhamos numa Casa Espírita sabemos bem dos problemas encontrados nas atividades desses grupos. Para ilustrar vou contar para vocês um fato verídico ocorrido numa Casa Espírita. Um Espírito obsessor incorporou na sessão mediúnica e disse para o grupo: “Nós viemos informar que não vamos mais obsediar vocês. Vamos para o outro grupo”. 
 
Houve silêncio até que alguém perguntou: “Vocês não vão mais nos obsediar, por quê?”. O Espírito respondeu: “existe nesta casa, tanta maledicência, tanta preguiça, tanto atrito, tantas brigas pelo poder, tantas pessoas pregando aquilo que não praticam, que não precisamos nos preocupar com vocês, você mesmos são obsessores uns dos outros”. 
 
POR QUE REALIZAR UM SEMINÁRIO RESSALTANDO A AÇÃO DAS TREVAS? 
FALAR DO MAL NÃO É AJUDAR O MAL A CRESCER?
 
No livro a “Arte da Guerra” está escrito: “se você vai para uma guerra e conhece mais o seu inimigo que a você mesmo, não se preocupe, você vai vencer todas as batalhas. Se você conhece a si mesmo, mas não conhece o inimigo, para cada vitória você terá uma derrota. Porém, se você não conhece nem a si mesmo e nem ao inimigo, você vai perder todas as batalhas”. Infelizmente, a grande maioria das pessoas não conhece a si mesma. Têm medo da reforma intima, têm medo do que vão encontrar dentro de si. Negam a transformação interior. 
 
Precisamos falar das trevas para conhecermos as trevas. Se não conhecermos como eles manipulam os tarefeiros espíritas como é que vamos saber nos defender deles. Para isso é preciso refletir mos nesta condição de nos conhecermos, até porque toda ação das trevas exteriores é um reflexo das trevas que nós carregamos dentro de nós. É preciso realmente realizarmos a nossa reforma interior para sairmos da sintonia dessas entidades. 
 
E OS GUARDIÕES QUE CUIDAM DO CENTRO, COMO É QUE FICA?
 
Não podemos esquecer que os benfeitores espirituais trabalham respeitando o nosso livre arbítrio. Uma Casa Espírita como esta possui o seu campo de proteção, uma cerca elétrica construída pelos benfeitores, porém, quem a mantém ligada são os trabalhadores encarnados. Toda vez que há brigas dentro do centro, toda vez que há grupos inimigos conflitando-se, toda vez que há maledicências, é como se houvesse um curto circuito nesta rede, é como se houvesse uma queda de energia, e as entidades do mal entram. Os benfeitores espirituais estão presentes, a rede é religada, mas, as entidades dos mal já entraram. O grande problema é que quase sempre nós não estamos sintonizados com o bem. A ação do bem em nossa vida é fundamental...
 
Por exemplo: o Umbral não é causa, o Umbral é efeito. Só existe o Umbral, a zona espiritual inferior que cerca o planeta, porque os homens têm sentimentos medíocres e inferiores. No dia que a humanidade evoluir o Umbral desaparece, porque ele é conseqüência. Por isso que não podemos nos esquecer que as trevas exteriores são apenas uma extensão das nossas trevas interiores. Existe, sim, a proteção espiritual nas Casas Espíritas, porém, os Espíritos amigos respeitam o nosso livre arbítrio. 
 
COMO É QUE OS GRUPOS ESPÍRITAS PODEM SE DEFENDER DAS TREVAS?
 
• Havendo muita sinceridade, amizade verdadeira e, principalmente, muito amor entre todos os colaboradores do grupo.
 
• Existindo a prática da solidariedade, carinho e respeito para com todas as pessoas que buscam o grupo ou para estudar ou para serem orientadas ou para receberem assistência espiritual...
 
• Havendo muito comprometimento com a causa espírita.
 
• Realizando, periodicamente, uma avaliação dos resultados obtidos, para verificar se os três itens anteriores estão realmente acontecendo.
 
 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O que é Umbanda?

Umbanda foi o nome dado ao culto criado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, cujo médium era o Sr. Zélio de Moraes, em 16 de novembro de 1908, no bairro de Neves em Niterói. Na ocasião, manifestou-se por intermédio de Zélio a entidade que se denominou Caboclo das Sete Encruzilhadas, que anunciou a fundação de uma nova religião no Brasil: a Umbanda. Foi fundada, no dia seguinte, em virtude dessa manifestação, a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade.
A partir de 1918, por orientação da mesma entidade espiritual, Zélio viria a fundar mais sete tendas de Umbanda:
  • Tenda Nossa Senhora da Guia (c. 1918)
  • Tenda Nossa Senhora da Conceição
  • Tenda Santa Bárbara
  • Tenda São Pedro
  • Tenda Oxalá
  • Tenda São Jorge (1935)
  • Tenda São Jerônimo (após 1935)
Aos 55 anos, passou a direção da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade para as suas filhas Zélia de Moraes Lacerda e Zilméia de Moraes Cunha (já mortas). Feito isso, fundou a Cabana de Pai Antônio, em Cachoeiras de Macacu, no estado do Rio de Janeiro. Destaque para o fato de que um caboclo, por ser considerado EGUN (alma de um ser que já viveu na terra)não era entidade cultuada em nenhum candomblé. Posteriormente a coisa ficou meio confusa e criaram até os chamados Candomblés de Caboclos. Antes desta data, não há registro algum da palavra UMBANDA em qualquer seita Afro, como também ficou claro nas pesquisas de diversos autores. Se quisessem saber mesmo a origem da palavra, deveriam ter perguntado ao Caboclo, ao invés de ficarem especulando por aí.

O que é importante sabermos ?

Importante é sabermos que :
a) Umbanda não é culto Afro - é BRASILEIRO!.
b) A Umbanda sofreu várias modificações, tanto em seus objetivos como em sua práticas e rituais quando se mesclou e absorveu dos cultos Afro, do Catolicismo e até de filosofias orientais, certos parâmetros e conceitos básicos, a ponto de hoje entrarmos em certos terreiros ditos como de Umbanda e vermos lá os já conhecidos sacrifícios de animais e coisas equivalentes.
c) Umbanda foi o nome com que o Caboclo das Sete Encruzilhadas batizou o movimento espirítico criado por ele com regras básicas de trabalho, cujo objetivo principal seria o da "manifestação de espíritos (EGUNS NO DIZER DOS CULTOS AFRO) para a caridade".
Originariamente foram traçados planos para que três tipos de entidades pudessem se manifestar através de seus "médiuns" nas reuniões Umbandistas. Foram elas :
1) Crianças - Espíritos que teriam vivido e desencarnado nesta condição (EGUNS portanto) e que através de brincadeiras pudessem realizar trabalhos que trouxessem alegria, que despertassem o lado criança de todo ser humano - o lado puro (lembra-se do "Deixai vir a mim as crianças...?").
2) Caboclos - Espíritos que teriam vivido ou não na condição de índios (portanto EGUNS) nos primórdios da civilização(?) imposta pelos portugueses. Essa caracterização coincide com a segunda fase do crescimento do ser humano encarnado, quando ele deixa a infância, atinge a adolescência e se torna um adulto. Nessa fase, o vigor, o destemor e até mesmo uma certa destemperança são comuns.
3) Pretos Velhos - Espíritos (EGUNS) que teriam vivido ou não na condição de escravos negros, também nos primórdios da tal "civilização" imposta. A caracterização revela a terceira fase da vida do ser humano na terra - a idade madura, que neste caso revelaria também um dos principais atributos
que o homem deveria estar lutando por alcançar : a sabedoria.
A sabedoria daqueles que muito viveram e por isto, muito têm a ensinar.
Observemos que no caso dos espíritos que se apresentam como crianças, não há alusão à raça ou cor (na verdade em se tratando de espíritos esta distinção realmente não existe), mas no caso de caboclos (índios) e pretos velhos (negros), as caracterizações envolvem distinção de raça. Por que isso ?
Na verdade, a Umbanda verdadeira nasceu entre os humildes, e os planos de seus organizadores, visava a homenagear essas duas raças ou grupos étnicos que foram e são até hoje tão discriminadas sofrendo tantas perseguições. Uma forma também de mostrar ao "civilizados brancos" que, fossem índios, pretos, amarelos, verdes ou de qualquer outro tipo, todos, indiscriminadamente, eram e são seres da criação, e portanto, após o desencarne, as classes sociais, as cores de pele e o possível poderio econômico deixam de existir, e as lições que o espírito tem de aprender estão muito mais relacionadas ao amor, ao desprendimento e à sabedoria.
O que um bom vidente poderá enxergar (se lhe for permitido), é que não raramente, sentado ali no toco, com ares de um humilde velhinho, não está apenas um ex-escravo, mas certamente um grande sábio (preto, branco, marrom etc.) exercitando uma característica que somente os iluminados alcançaram em sua plenitude : a humildade.
Mas aí você pensa: "Por que então toda essa palhaçada ?"
Preste atenção !
Quando o Conselho Espiritual que estabeleceu as normas da Umbanda, decidiu por essas caracterizações, visava :
a) Representar as três fases por que passa o ser encarnado durante sua estada na matéria.
b) Demonstrar que crianças não fazem distinção de cor, raça ou qualquer outra, superestimando umas e subestimando outras. São espíritos desprovidos de discriminações, por serem os mais puros, (ingênuos) ou mesmo porque esqueceram-se deste preconceito daninho por ocasião da reencarnação (Graças a Deus).
c) Mostrar àqueles (dentre os quais eu mesmo) que hoje se "vestem" com uma matéria de cor clara, que mesmo perseguidos, expulsos de sua terras e escravizados, índios e negros também são seres da criação e como tal devem ser respeitados porque todos, mesmo os menos civilizados (no entender dos brancos), têm muito para aprender e ensinar.
d) Mostrar que por ser a UMBANDA um movimento espiritual brasileiro, envolveu em suas caracterizações grupos étnicos que passaram por grandes sofrimentos aqui nessas terras.
e) Mostrar que o homem evolui verdadeiramente quando vivencia em todo o seu potencial, cada uma das três etapas de sua vida e chega à idade madura dono de seus pensamentos e atos, conseguindo alcançar a verdadeira sabedoria, o que envolve muito aprendizado e prática do autocontrole, pois na medida em que vai aprendendo o significado de sua existência, consegue olhar o mundo como expectador. E aí..!
f) Permitir a manifestação de entidades familiares e/ou até mesmo grandes personalidades (no caso de serem suficientemente humildes para se apresentarem na "roupagem fluídica" de um Caboclo ou Preto Velho) quando encarnados, sem que isso traga para os médiuns e possíveis assistentes alguma perturbação emotiva.
Na verdade, essas formas de se apresentarem algumas entidades na Linha de Umbanda, visam muito mais a proteger os encarnados das perturbações emotivas que seriam provocadas nas situações em que por exemplo o médium ou assistente descobre que uma entidade que está se apresentando em um determinado Terreiro é um parente próximo seu, ou mesmo a vaidade que brota na maioria dos médiuns quando a entidade incorporante se apresenta como alguém que teve na terra uma posição de destaque ou fama (um grande pintor ou músico, reis ou princesas, por exemplo).
Por parte da entidade que se manifesta, a obrigatoriedade da caracterização faz com que o espírito seja forçado a não revelar uma situação que viveu como encarnado, tenha ela sido boa ou ruim. Não importa o que ou quem foi. O que importa é a mensagem que traz, o trabalho que vem realizar em benefício de outrem e de sua própria evolução.
Já tivemos a oportunidade de presenciar curas "milagrosas" efetuadas por caboclos, pretos velhos e exús (há inclusive alguns bons livros que descrevem vários tipos de trabalhos realizados nesse sentido) sem que nenhum deles tivesse se identificado como Dr. "esse" ou "aquele". Seguindo a linha da HUMILDADE exigida pela Umbanda, todos se apresentaram de acordo com as características que adotaram desde o início de seus trabalhos. Até porque, se esses espíritos se apresentassem como Dr. ‘esse" ou "aquele", estariam se referindo a condições que tinham quando encarnados (na melhor das hipóteses), o que fatalmente demonstraria o quanto ainda estão apegados ao mundo material e às distinções sociais que ele impõe.
Raciocine comigo : De que valem os títulos obtidos na terra após o desenlace ? Aliás, quais serão os reais valores de certos títulos auferidos a tantas e tantas pessoas que já passaram e que ainda estão por aqui ? Será que um Doutor será mais bem visto aos olhos de Deus do que aquele que não conseguiu sequer aprender a ler ? Haveria justiça Divina caso isso fosse verdade ? Ou será que essa distinção só é válida aqui no Plano Terra onde os valores estão proporcionalmente ligados à situação financeira e/ou social de cada um ?
Raciocinou ?
Vamos reforçar seu raciocínio !
Se títulos e posição social fossem valores espirituais levados em conta pelo Criador, o próprio Jesus, considerado até mesmo Deus por muitos, deveria ter nascido em berço de ouro ou ter almejado durante sua breve estada na matéria, pelo menos algum cargo político de realce, não acha? E foi isso que se deu? Foi isso o que ele pregou?

baseado em texto do livro "Umbanda sem Medo Vol I"  de Carlos Zeus. 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

SHIATSU




Aproveitando para falar de meus conhecimentos na área de terapias, transcrevo abaixo um texto de autor desconhecido, explicando alguns aspectos deste maravilhoso método terapêutico chamado Shiatsu. Tive grandes mestres como Hisayuki Yasui e Tiago Azevedo, que me ensinaram os excelentes resultados. Fica meu convite aos amigos para que em breve aproveitem esta terapia através deste amigo, que estará voltando a trabalhar com elas. Que Deus nos abençoe.

Shiatsu - é um método terapêutico japonês criado no fim da era Meiji (1868), a partir dos recursos de pressão dos meridianos com os dedos, que por sua vez, assim como o Do-in, também japonês, tem origem na teoria dos meridianos do corpo da Medicina Chinesa. A palavra japonesa Shiatsu significa pressão ("Atsu") com os dedos ("Shi").

O Shiatsu tem aplicações várias, como em problemas de rim, problemas com evacuação e até mesmo uma simples queimação de estômago, problemas psicossomáticos como depressão, baixa auto-estima, e um infinidade de outras coisas.

O Shiatsu não é recomendado para infecções, doenças contagiosas, fraturas, varizes ou como terapêutica única do câncer, podendo, contudo, atuar como coadjuvante no tratamento deste. Deve ser usado criteriosamente nos primeiros três meses da gestação, uma vez que há pontos de pressão (tsubôs) contra-indicados para a gestante.

O fluxo da energia vital (ou Chi, chinês, e Ki, japonês) se faz por meio de canais no corpo humano, conhecidos como "meridianos". Em alguns pontos esta energia pode ser interrompida por algum distúrbio, tendo seu fluxo prejudicado, gerando situações de excesso de energia ki ("Jitsu") antes do tsubô e deficiência de energia ("Kyo") depois do ponto. No Shiatsu os tsubô são pressionados para normalizar o fluxo da energia ki. Um meridiano que esteja com excesso de energia ki, ou seja, esteja Jitsu, se apresenta normalmente dolorido e tenso; já o meridiano com falta de energia ki, ou seja, que esteja Kyo, se apresenta indolor e é notada uma dor agradável ao tocá-lo, uma vez que assim se estimula o fluxo energético. Desta forma, o Shiatsu atua equilibrando os meridianos Jitsu e Kyo, normalizando o fluxo da energia ki.

Princípios
Ao equilibrar e normalizar o fluxo de ki, propicia-se ao organismo as condições de bom funcionamento. As doenças seriam causadas pelo desequilíbrio no fluxo de ki. Assim, busca-se a cura das doenças pela interrupção do estado de desequilíbrio do ki.

Os meridianos
A partir do conhecimento tradicional chinês/anglicano sabe-se que o fluxo de energia no organismo segue percursos definidos por canais, de forma semelhante ao sangue pelas veias e artérias. O canal de energia percorre todo o corpo, da cabeça aos pés, indo e voltando. Este canal da mancha possui segmentos, os chamados meridianos. Há doze meridianos pares, ou seja, existentes simetricamente dos dois lados do corpo. Há também dois meridianos ímpares, ou seja, únicos, que percorrem o eixo do corpo (este dois meridianos são conhecidos como "artérias").

Cada meridiano está relacionado a certas características orgânicas, psicológicas ou emocionais. Apesar de identificado pelo nome do órgão ou função a que se relaciona mais, não afeta exclusivamente apenas um órgão.

Os doze meridianos pares básicos são:
Pulmões 
Mestre do Coração/Pericárdio/Circulação-Sexo 
Coração 
Intestino Delgado 
Triplo-Aquecedor: Partindo do estudo do significado original da palavra chinesa, que corresponde ao tecido abaixo da pele e entre os músculos, algumas teorias sugerem que este órgão conceitual poderia corresponder ao sistema linfático. 
Intestino Grosso e fino 
Baço-Pâncreas 
Fígado 
Rins 
Bexiga 
Vesícula Biliar 
Estômago 

As duas artérias (meridianos ímpares) são: o Vaso-Concepção, na parte anterior do corpo e o Vaso-Governador, na parte posterior do corpo. 

quarta-feira, 27 de abril de 2011

AMOR

Ame com seu coração e sua razão, ame com toda a energia do seu corpo. Um dia alcançaremos o amor verdadeiro, o incondicional. Mas enquanto tu  não és perfeito: ame simplesmente. Com a simplicidade de quem não julga, procura entender, de quem não asfixia, mas fornece o ar. Uma vida sem a experiência do amor por outra pessoa, é uma vida sem dor, mas também não tem cor, sabor, odor. Isso tá parecendo poesia, mas não é. Amar é arriscar, tentar o impossível, buscar o inalcançável, compreender o incompreenssível. No final, se conseguirmos assimilar cada experiência começaremos a caminhar na direção do Criador, que nos permite testar, conhecer e aprender. Deus nos abençoe.

terça-feira, 26 de abril de 2011

RENASCER

Você está naquela de levar a vida e repentinamente tudo desaba, seus bens, suas emoções. Cada pedacinho daquilo que você acredita vira poeira. E então vem o questionamento, o "botar a culpa", tão comum ao nosso modo de vivenciar os problemas. Onde Deus estava que permitiu que isso acontecesse? E meus mentores, anjos da guarda, ou seja lá o nome que damos aos espíritos que nos apoiam nesta experiência? Cadê todo mundo? Mas quem você acha que puxou o freio de mão desse carro desgovernado que era sua vida? Paramos então para pensar, pausa para a reflexão. O que fizemos das oportunidades e pensando melhor: percebemos que eram oportunidades?  Momento então de questionar nossas crenças, não só as religiosas, filosóficas, mas as crenças que mantemos no nosso pensamento. Isto é bom, isto é ruim, certo ou errado, bonito ou feio. Limites aparentemente bem delineados, mas que no fundo só nos trazem confusão. Vamos gerando então os processos de culpa. Somos ótimos juízes, condenamos tudo, não deixando passar nada. Quando acordamos assim de maneira abrupta desse misto de sonho e pesadelo, temos então a oportunidade de sermos, se não plenamente felizes pelo menos de caminharmos em busca da felicidade. Vamos caminhar então, juntos, irmãos que somos, preparando-nos com amor, paciência e muita energia para os acontecimentos que virão nos próximos anos. Tenho certeza que não serão tão terríveis, mas que não serão fáceis de suportar. Que Deus nos abençoe. 

AQUI ESTOU

Depois de muita reflexão sobre minhas experiências, sobre o que já se passou na minha vida, tanto material como espiritual, resolvi escrever alguma coisa. Não sou muito dado a este tipo de expressão, mas se ela servir pra ajudar alguém, então terá a utilidade almejada. Procurarei falar de espiritualidade, sem preconceitos, sem me preocupar em quem sabe a verdade.