Orientações concedidas pelos mentores espirituais do "CENTRO ESPIRITA MARIA, JOSÉ E O AMOR" Jaraguá do Sul.
Instrução dada durante o Evangelho de 18/08/2011
As Fugas
Todos nós, ao adentrarmos à carne, trazemos compromissos reencarnatórios; experiências de vidas que nos darão oportunidade de reparação, e também, de evolução espiritual. No entanto, diante da misericórdia divina, ciente de nossa pequenez, Deus não fixou nada além de nossa destinação maior que é a perfeição; portanto, mesmo aqueles que adentram à carne, e que fogem de seus compromissos reencarnatórios, se depararão com outros compromissos, com outras experiências para as quais, infelizmente, não foram preparados, e que precisarão buscar esforço maior para superá-las; sim, nada está fixado em nossa vida além do amor, as experiências pelas quais passaremos, são fruto de cada dia e todas elas nos levam a crescer, seja de forma serena, seja pela dor.
Mas falamos hoje das fugas inúmeras; num primeiro momento, nos assalta à mente a idéia do suicídio como um dos exemplos de fugas de nossos compromissos; somos ágeis em julgar os atos de nossos irmãos, mas somos muito lentos em analisar as nossas próprias fugas; e nós vos convidamos, nesse instante, a analisar aquelas fugas que passam despercebidas dia a dia, uma delas é a rotina; rotina que abraçamos e que nos leva a fugir de nossa reforma íntima, de nossa mudança de atitude; fazemos as coisas sempre da mesma forma, sempre do mesmo jeito; outra fuga, irmãos, são os desculpismos que partem de nossa boca, dia após dia, para que não venhamos a assumir compromisso maior: não tenho tempo; a família me toma muito tempo; o trabalho me requer; tempo, concessão divina para que venhamos crescer espiritualmente; burilarmo-nos intimamente, darmo-nos a oportunidade de semear a outros tantos irmãos; mas nós dizemos "não temos tempo".
O tempo é o mesmo para todos nós; como nós o utilizamos é escolha nossa; não é a família que me toma todo tempo, ou o trabalho que muito me requer; não é que as coisas me convidam a tantos compromissos, que eu não possa me dedicar a busca espiritual; é que meu desejo não é esse; desde que o meu desejo seja me esclarecer, eu encontrarei o tempo para isso, porque requer abnegação; mas há desculpismos ainda tantos para não cumprirmos com os nossos compromissos reencarnatórios.
Diante das provas, fugas que se expressam mais ostensivas; vícios: alcoolismo, noites à fora para que não volte para dentro do lar e seja convidado a uma atitude necessária para sua evolução espiritual, que é só dele, de mais ninguém. Nós respondemos pelos nossos atos, irmãos; se há alguém que nós podemos mudar, esse alguém somos nós; não temos condições de mudar os nossos filhos; não temos condições de mudar o nosso companheiro; eles mudarão por conta própria.
Diante dos exemplos recebidos, podemos sim, ser uma boa influência àqueles com quem caminhamos; mas respondemos por nossas obras, por nossas atitudes, por nossos pensamentos e sentimentos. Diante dos compromissos reencarnatórios, muitos se negam a profissão escolhida dizendo: "É muito difícil, não quero isso, talvez aquilo que me cause mais prazer...", e por isso nós convidamos a todos aqueles que estão definindo a sua escolha, a sua profissão, que reflitam sobre seus interesses maiores. Por que desta ou daquela escolha? Se a resposta for tão somente material, de a ti mesmo a oportunidade de maiores bases espirituais, para que possa fazer melhor escolha; mas há escolha certa ou errada? Não existem experiências distintas irmãos, mas há sim, compromissos reencarnatórios, aquilo para que nos preparamos em campo astral, aquilo que teremos maiores facilidades em desempenhar nossa tarefa, porque está em harmonia com o conjunto que há em nós, as experiências passadas que estarão presentes para que possam colaborar nesta reencarnação. Mas não falamos só da profissão, falamos agora da família; fugas; quando nós nos encontramos com alguém, bate o nosso coração, nos atraindo àquela pessoa, despertam-nos até mesmo instintos, que são carnais, nos convidando a um relacionamento mais intimo com essa pessoa; são as bênçãos de Deus nos ajudando em nossa reaproximação para que juntos num esforço recíproco, como companheiros de jornada, e não como donos um do outro, possamos caminhar, respeitando, sim, um ao outro, e colaborando para que o dia a dia traga sobre nós, e sobre aqueles que se fazem junto a nós, frutos salutares, crescimento espiritual, desenvolvimento das virtudes.
Convidamos os casais à refletirem sempre em suas atitudes; faça ao teu próximo tudo aquilo que gostaria que ele fizesse para ti; mas diante dos primeiros conflitos dentro do lar, quando aquela imagem que criamos de nosso companheiro se desfaz, quando passamos a reconhecer no mesmo os antagonismos pretéritos, as dificuldades passadas, passamos a estar atentos aos sentimentos que despertam fora desse lar. Ah, aí nos deparamos com outros sentimentos, porque temos laços com tantos; de repente nos encontramos com alguém e ali se faz o sentimento de que esta é a pessoa certa para nós; não dizemos nem que sim nem que não, porque todos nós somos certos uns para os outros; todos nós podemos colaborar uns com os outros; mas nós vos convidamos a não fugir de vossos compromissos; olhai para o tempo presente, as experiências passadas nos convidam a abrir canais com os nossos irmãos, a respeita-los, nos aproximar, até mesmo, a um convívio harmônicoharmônicos com o todo, porque harmonia é amor, e não há amor quando nós fazemos os outros sofrerem. Analisemos que a dor de nosso irmão é nossa; lei de ação e reação, tudo que fazemos aos outros reverbera sobre nós, e nos depararemos com provas semelhantes, para que possamos dar testemunho de humildade, de paciência, de mansuetude e da indulgência. A vida nos convida a crescer, diante de quaisquer provas em que nos encontremos, não fujamos; desistir de si mesmo é fuga; desistir da busca é fuga. Diante da prova da doença com que muitos se deparam, o desespero é uma fuga; o choro, a revolta, o desânimo são fugas; estais diante dessa prova para dar testemunho da tua fé, da tua força, ela te convida a se esclarecer, não a fugir; analisemos o quanto nós fugimos de nossos compromissos; há alguém do nosso lado que nos espinha, fugimos; não quero estar com esse colega de trabalho, não quero viver nesse meio de trabalho porque me espinha, essas pessoas me afetam; então me demito, fugi; quando tinha oportunidade de semear. Analisemos, irmãos! Não estamos aqui nos referindo de que a separação, de que a demissão, e outros tantos exemplos sejam pecados; mas estamos dizendo sim, que são escolhas, e que diante de todas as nossas escolhas nos depararemos com a reação convidando a crescer em espírito, a fazer diferente. Que cada atitude tomada na carne, sirva para nós como oportunidade de evolução espiritual, para que possamos nos renovar. Reconhece-se o verdadeiro espírita, o verdadeiro cristão pela sua mudança interior, pelos esforços que faz para domar sua más inclinações.
Fiquem em paz!




