Orientações concedidas pelos mentores espirituais do "CENTRO ESPIRITA MARIA, JOSÉ E O AMOR" Jaraguá do Sul.
Instrução dada durante o Evangelho de 11/08/2011
Nossas Experiências
A vida anímica é uma experiência que nos convida à libertação dos preconceitos; preconceitos que não se resumem apenas às raças, aos credos, mas que significam, em amplitude, a obscuridade do ser. O julgamento de quem não busca colocar-se no lugar de seu irmão, preconceber um fato, é negar-se a oportunidade de enxergar a vida sobre outro ponto de vista muito mais elevado, é negar-se a oportunidade de estender as mãos àqueles que caminham junto a nós, é negar a oportunidade de ver nos outros filhos de Deus, com tanto a nos ensinar. O preconceito faz com que também neguemos a nós mesmos a oportunidade de falar sobre nós, de nos abrir, de sermos transparentes, autênticos. Aquele que é movido por preconceitos, teme. A vida lhe parece em constante medo. Tem medo do que os outros vão dizer, falar, pensar. Busca agradar aos homens, e, nesse objetivo, se perde em conflitos múltiplos porque ninguém consegue agradar a todos. Temos nosso exemplo maior, Jesus, nos ensinando que se queremos realmente agradar alguém, que esse alguém seja Deus. Mas o que significa agradar a Deus, irmãos, senão viver os ensinamentos que Cristo nos tem trazido? Sim, são por esses ensinamentos, que nos convidam a viver a indulgência, a caridade,a beneficencia, a mansuetude, o perdão, que vamos nos libertando dia a dia dessas barreiras inúmeras, obstáculos tamanhos que colocamos em nosso caminhar e que denominamos preconceito.
Vida Conjugal
Cada um de nós, diante de experiências múltiplas, ora vem para construir junto a outro espírito, um renovação de atitudes, uma reparação de atitudes passadas, um apoio recíproco. mas a vida conjugal não se resume a um lar físico, onde espíritos se reúnem para passar os seus dias. A vida conjugal não se estabelece por aquilo que vemos na matéria, o que é estabelecido pelas leis humanas.
A vida conjugal exige que nós, em espírito, estejamos empenhando esforços, realmente, em traçar um convívio que colabora um com o outro, onde aprendemos a conversar, onde nos colocamos no lugar do nosso companheiro que não é nosso marido, nem nossa esposa, mas sim um companheiro de jornada, e, como tal, não nos pertence.
Muitos de vós já tendes ouvido que o amor liberta. E o amor liberta. O amor verdadeiro faz com que nos coloquemos no lugar de nossos irmãos, respeitemos as suas escolhas, entendamos que cada um responde por suas obras, e nos convida a fazer ao outro aquilo que gostaríamos que ele fizesse por nós. Nem sempre aquilo que faremos nessa condição, é aquilo que o nosso coração está pedindo. Por isso, nós vos convidamos ao estudo, ao esclarecimento espiritual. Não devemos mover as nossas atitudes, as nossas decisões somente pelo coração. A afetividade é importante, mas traz junto a ela um manancial de tendências, dentre elas o orgulho, o egoísmo, mãe de todas as outras. Nós vos convidamos ao equilíbrio, razão e sentimento. Aquele que busca se esclarecer, raciocina de forma elevada colocando sentimentos e propósitos elevados em tudo aquilo que faz.
A vida conjugal nos convida a esse esclarecimento, a compreender aquele que caminha conosco e a colaborarmos reciprocamente. Mas ela nos convida ainda a outra questão: a sexualidade que muitos se negam a comentar, que muitos se negam a falar, mesmo entre o casal. Falamos pouco sobre algo que ainda faz parte da condição humana. Estamos em um estágio evolutivo onde, pela benção de Deus, foram nos concedidos corpos em sexo diferentes: homem, mulher, para que pudessem juntos se apoiar, constituírem uma família, formando um círculo que colaborasse para que os laços consanguineos superassem antagonismos pretéritos. É uma benção!
A família é uma rica oportunidade de redenção, muito negada por muitos que estão na carne. Somos convidados a superar os nossos antagonismos; somos convidados a fortalecer laços em espírito, e não só materiais. A sexualidade permite ao casal que, unidos, possam melhorar, aprofundar sua intimidade; possam conversar mais abertamente; possam colaborar até mesmo fluidicamente, energeticamente um com o outro. Quando a sexualidade do casal está bem, nós dizemos que as portas estão abertas para um caminhar mais sereno onde um busca compreender o outro; onde não há receio do que o companheiro possa estar fazendo fora, ou a nossa companheira possa estar vivendo fora do lar; não há espaço para ciúmes. Mas para tanto, é necessário compreender de uma forma serena, elevada, o que é o conúbio carnal, restauração energética, oportunidade de maior intimidade, algo natural, mas que deve ser vivido com amor, sentimentos elevados e também com frequência. Convidamos a todos os casais para que analisem a sua vida sexual, falem dela abertamente um para com o outro, busquem sustentar sentimentos elevados, se busquem, se namorem, estamos aqui para nos ajudar e mais uma vez reforçarmos: o lado sexual colabora para que caminhemos de uma forma mais serena, não só dentro do nosso lar, mas também fora dele.
Libertemo-nos de preconceitos; não julguemos aos nossos irmãos; analisemos o evangelho e busquemos viver aquilo que Jesus nos tem ensinado.
Fiquem em paz!
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