domingo, 28 de agosto de 2011

CAMINHO DE LUZ 18/08/2011

Orientações concedidas pelos mentores espirituais do "CENTRO ESPIRITA MARIA, JOSÉ E O AMOR" Jaraguá do Sul.

Instrução dada durante o Evangelho de 18/08/2011


As Fugas

Todos nós, ao adentrarmos à carne, trazemos compromissos reencarnatórios; experiências de vidas que nos darão oportunidade de reparação, e também, de evolução espiritual. No entanto, diante da misericórdia divina, ciente de nossa pequenez, Deus não fixou nada além de nossa destinação maior que é a perfeição; portanto, mesmo aqueles que adentram à carne, e que fogem de seus compromissos reencarnatórios, se depararão com outros compromissos, com outras experiências para as quais, infelizmente, não foram preparados, e que precisarão buscar esforço maior para superá-las; sim, nada está fixado em nossa vida além do amor, as experiências pelas quais passaremos, são fruto de cada dia e todas elas nos levam a crescer, seja de forma serena, seja pela dor.
Mas falamos hoje das fugas inúmeras; num primeiro momento, nos assalta à mente a idéia do suicídio como um dos exemplos de fugas de nossos compromissos; somos ágeis em julgar os atos de nossos irmãos, mas somos muito lentos em analisar as nossas próprias fugas; e nós vos convidamos, nesse instante, a analisar aquelas fugas que passam despercebidas dia a dia, uma delas é a rotina; rotina que abraçamos e que nos leva a fugir de nossa reforma íntima, de nossa mudança de atitude; fazemos as coisas sempre da mesma forma, sempre do mesmo jeito; outra fuga, irmãos, são os desculpismos que partem de nossa boca, dia após dia, para que não venhamos a assumir compromisso maior: não tenho tempo; a família me toma muito tempo; o trabalho me requer; tempo, concessão divina para que venhamos crescer espiritualmente; burilarmo-nos intimamente, darmo-nos a oportunidade de semear a outros tantos irmãos; mas nós dizemos "não temos tempo".
O tempo é o mesmo para todos nós; como nós o utilizamos é escolha nossa; não é a família que me toma todo tempo, ou o trabalho que muito me requer; não é que as coisas me convidam a tantos compromissos, que eu não possa me dedicar a busca espiritual; é que meu desejo não é esse; desde que o meu desejo seja  me esclarecer, eu encontrarei o tempo para isso, porque requer abnegação; mas há desculpismos ainda tantos para não cumprirmos com os nossos compromissos reencarnatórios.
Diante das provas, fugas que se expressam mais ostensivas; vícios: alcoolismo, noites à fora para que não volte para dentro do lar e seja convidado a uma atitude necessária para sua evolução espiritual, que é só dele, de mais ninguém. Nós respondemos pelos nossos atos, irmãos; se há alguém que nós podemos mudar, esse alguém somos nós; não temos condições de mudar os nossos filhos; não temos condições de mudar o nosso companheiro; eles mudarão por conta própria.
Diante dos exemplos recebidos, podemos sim, ser uma boa influência àqueles com quem caminhamos; mas respondemos por nossas obras, por nossas atitudes, por nossos pensamentos e sentimentos. Diante dos compromissos reencarnatórios, muitos se negam a profissão escolhida dizendo: "É muito difícil, não quero isso, talvez aquilo que me cause mais prazer...", e por isso nós convidamos a todos aqueles que estão definindo a sua escolha, a sua profissão, que reflitam sobre seus interesses maiores. Por que desta ou daquela escolha? Se a resposta for tão somente material, de a ti mesmo a oportunidade de maiores bases espirituais, para que possa fazer melhor escolha; mas há escolha certa ou errada? Não existem experiências distintas irmãos, mas há sim, compromissos reencarnatórios, aquilo para que nos preparamos em campo astral, aquilo  que teremos maiores facilidades em desempenhar nossa tarefa, porque está em harmonia com o conjunto que há em nós, as experiências passadas que estarão presentes para que possam colaborar nesta reencarnação. Mas não falamos só da profissão, falamos agora da família; fugas; quando nós nos encontramos com alguém, bate o nosso coração, nos atraindo àquela pessoa, despertam-nos até mesmo instintos, que são carnais, nos convidando a um relacionamento mais intimo com essa pessoa; são as bênçãos de Deus nos ajudando em nossa reaproximação para que juntos num esforço recíproco, como companheiros de jornada, e não como donos um do outro, possamos caminhar, respeitando, sim, um ao outro, e colaborando para que o dia a dia traga sobre nós, e sobre aqueles que se fazem junto a nós, frutos salutares, crescimento espiritual, desenvolvimento das virtudes. 
Convidamos os casais à refletirem sempre em suas  atitudes; faça ao teu próximo tudo aquilo que gostaria que ele fizesse para ti; mas diante dos primeiros conflitos dentro do lar, quando aquela imagem que criamos de nosso companheiro se desfaz, quando passamos a reconhecer no mesmo os antagonismos pretéritos, as dificuldades passadas, passamos a estar atentos aos sentimentos que despertam fora desse lar. Ah, aí nos deparamos com outros sentimentos, porque temos laços com tantos; de repente nos encontramos com alguém e ali se faz o sentimento de que esta é a pessoa certa para nós; não dizemos nem que sim nem que não, porque todos nós somos certos uns para os outros; todos nós podemos colaborar uns com os outros; mas nós vos convidamos a não fugir de vossos compromissos; olhai para o tempo presente, as experiências passadas nos convidam a abrir canais com os nossos irmãos, a respeita-los,  nos aproximar, até mesmo, a um convívio harmônicoharmônicos com o todo, porque harmonia é amor, e não há amor quando nós fazemos os outros sofrerem. Analisemos que a dor de nosso irmão é nossa; lei de ação e reação, tudo que fazemos aos outros reverbera sobre nós, e nos depararemos com provas semelhantes, para que possamos dar testemunho de humildade, de paciência, de mansuetude e da indulgência. A vida nos convida a crescer, diante de quaisquer provas em que nos encontremos, não fujamos; desistir de si mesmo é fuga; desistir da busca é fuga. Diante da prova da doença com que muitos se deparam, o desespero é uma fuga; o choro, a revolta, o desânimo são fugas; estais diante dessa prova para dar testemunho da tua fé, da tua força, ela te convida a se esclarecer, não a fugir; analisemos o quanto nós fugimos de nossos compromissos; há alguém do nosso lado que nos espinha, fugimos; não quero estar com esse colega de trabalho, não quero viver nesse meio de trabalho porque me espinha, essas pessoas me afetam; então me demito, fugi; quando tinha oportunidade de semear. Analisemos, irmãos! Não estamos aqui nos referindo de que a separação, de que a demissão, e outros tantos exemplos sejam pecados; mas estamos dizendo sim, que são escolhas, e que diante de todas as nossas escolhas nos depararemos com a reação convidando a crescer em espírito, a fazer diferente. Que cada atitude tomada na carne, sirva para nós como oportunidade de evolução espiritual, para que possamos nos renovar. Reconhece-se o verdadeiro espírita, o verdadeiro cristão pela sua mudança interior, pelos esforços que faz para domar sua más inclinações. 
Fiquem em paz! 

domingo, 21 de agosto de 2011

CAMINHO DE LUZ 11/08/2011

Orientações concedidas pelos mentores espirituais do "CENTRO ESPIRITA MARIA, JOSÉ E O AMOR" Jaraguá do Sul.

Instrução dada durante o Evangelho de 11/08/2011


Nossas Experiências

A vida anímica é uma experiência que nos convida à libertação dos preconceitos; preconceitos que não se resumem apenas às raças, aos credos, mas que significam, em amplitude, a obscuridade do ser. O julgamento de quem não busca colocar-se no lugar de seu irmão, preconceber um fato, é negar-se a oportunidade de enxergar a vida sobre outro ponto de vista muito mais elevado, é negar-se a oportunidade de estender as mãos àqueles que caminham junto a nós, é negar a oportunidade de ver nos outros filhos de Deus, com tanto a nos ensinar. O preconceito faz com que também neguemos a nós mesmos a oportunidade de falar sobre nós, de nos abrir, de sermos transparentes, autênticos. Aquele que é movido por preconceitos, teme. A vida lhe parece em constante medo. Tem medo do que os outros vão dizer, falar, pensar. Busca agradar aos homens, e, nesse objetivo, se perde em conflitos múltiplos porque ninguém consegue agradar a todos. Temos nosso exemplo maior, Jesus, nos ensinando que se queremos realmente agradar alguém, que esse alguém seja Deus. Mas o que significa agradar a Deus, irmãos, senão viver os ensinamentos que Cristo nos tem trazido? Sim, são por esses ensinamentos, que nos convidam a viver a indulgência, a caridade,a beneficencia, a mansuetude, o perdão, que vamos nos libertando dia a dia dessas barreiras inúmeras, obstáculos tamanhos que colocamos em nosso caminhar e que denominamos preconceito.
Vida Conjugal
Cada um de nós, diante de experiências múltiplas, ora vem para construir junto a outro espírito, um renovação de atitudes, uma reparação de atitudes passadas, um apoio recíproco. mas a vida conjugal não se resume a um lar físico, onde espíritos se reúnem para passar os seus dias. A vida  conjugal não se estabelece por aquilo que vemos na matéria, o que é estabelecido pelas leis humanas.
A vida conjugal exige que nós, em espírito, estejamos empenhando esforços, realmente, em traçar um convívio que colabora um com o outro, onde aprendemos a conversar, onde nos colocamos no lugar do nosso companheiro que não é nosso marido, nem nossa esposa, mas sim um companheiro de jornada, e, como tal, não nos pertence.
Muitos de vós já tendes ouvido que o amor liberta. E o amor liberta. O amor verdadeiro faz com que nos coloquemos no lugar de nossos irmãos, respeitemos as suas escolhas, entendamos que cada um responde por suas obras, e nos convida a fazer ao outro aquilo que gostaríamos que ele fizesse por nós. Nem sempre aquilo que faremos nessa condição, é aquilo que o nosso coração está pedindo. Por isso, nós vos convidamos ao estudo, ao esclarecimento espiritual. Não devemos mover as nossas atitudes, as nossas decisões somente pelo coração. A afetividade é importante, mas traz junto a ela um manancial de tendências, dentre elas o orgulho, o egoísmo, mãe de todas as outras. Nós vos convidamos ao equilíbrio, razão e sentimento. Aquele que busca se esclarecer, raciocina de forma elevada colocando sentimentos e propósitos elevados em tudo aquilo que faz.
A vida conjugal nos convida a esse esclarecimento, a compreender aquele que caminha conosco e a colaborarmos reciprocamente. Mas ela nos convida ainda a outra questão: a sexualidade que muitos se negam a comentar, que muitos se negam a falar, mesmo entre o casal. Falamos pouco sobre algo que ainda faz parte da condição humana. Estamos em um estágio evolutivo onde, pela benção de Deus, foram nos concedidos corpos em sexo diferentes: homem, mulher, para que pudessem juntos se apoiar, constituírem uma família, formando um círculo que colaborasse para que os laços consanguineos superassem antagonismos pretéritos. É uma benção!
A família é uma rica oportunidade de redenção, muito negada por muitos que estão na carne. Somos convidados a superar os nossos antagonismos; somos convidados a fortalecer laços em espírito, e não só materiais. A sexualidade permite ao casal que, unidos, possam melhorar, aprofundar sua intimidade; possam conversar mais abertamente; possam colaborar até mesmo fluidicamente, energeticamente um com o outro. Quando a sexualidade do casal está bem, nós dizemos que as portas estão abertas para um caminhar mais sereno onde um busca compreender o outro; onde não há receio do que o companheiro possa estar fazendo fora, ou a nossa companheira possa estar vivendo fora do lar; não há espaço para ciúmes. Mas para tanto, é necessário compreender de uma forma serena, elevada, o que é o conúbio carnal, restauração energética, oportunidade de maior intimidade, algo natural, mas que deve ser vivido com amor, sentimentos elevados e também com frequência. Convidamos a todos os casais para que analisem a sua vida sexual, falem dela abertamente um para com o outro, busquem sustentar sentimentos elevados, se busquem, se namorem, estamos aqui para nos ajudar e mais uma vez reforçarmos: o lado sexual colabora para que caminhemos de uma forma mais serena, não só dentro do nosso lar, mas também fora dele.
Libertemo-nos de preconceitos; não julguemos aos nossos irmãos; analisemos o evangelho e busquemos viver aquilo que Jesus nos tem ensinado.
Fiquem em paz!

sábado, 13 de agosto de 2011

CAMINHO DE LUZ 04/08/2011

Orientações concedidas pelos mentores espirituais do "CENTRO ESPIRITA MARIA, JOSÉ E O AMOR" Jaraguá do Sul.

Instrução dada durante o Evangelho de 04/08/2011


Abrir Portas

Muitos de nós desejamos que nos sejam abertas portas para que possamos experimentar outras circusntâncias, outros relacionamentos, outros entendimentos. Mas há um engano nisso, nesse nosso desejo. Se entendêssemos que cabe-nos a ação de abrirmos essas portas e não de esperar que os outros nos abram, então haveria um primeiro passo; primeiro passo que nos convida a conquistar a chave; a chave que abrirá a porta ao nosso ser; àquilo que realmente nós desejamos; àquilo que guiará a nossa conduta, as nossas decisões; àquilo que nos dará forças diante das adversidades, entendimento de nossa realidade, possibilidade de conhecimento de nós mesmos.
Essa chave é o Evangelho! Afirmamos e reafirmamos isso; a chave para nos conhecer está no Evangelho; guia seguro de conduta, oportunidade de nos conhecermos dia-a-dia, pelas orientações recebidas.
Toda vez que abrimos a porta para o nosso ser, vamos nos conhecendo. Haverá maiores possibilidades do nosso ser real se exteriorizar no campo vigil, e então nossos propósitos reencarnatórios se farão mais presentes.
Irmãos, quão positivo é ouvir a nós mesmos. Muitos falam da voz da consciência que  lhes adverte, que lhes convida, que lhes inspira; pois é; essa voz da consciência, é um chamamento interior; somos nós em Espírito, pedindo para nós mesmos, no campo vigil, darmo-nos oportunidade de agir conforme os nossos propósitos superiores, de fazer valer a bênção da reencarnação. 
Busquemos abrir essas portas e conhecer os nossos desejos mais íntimos; desejos de filhos de Deus que são fundamentados em propósitos maiores; e então nós perceberemos aquilo que tem mais valor em nossa vida: as experiências, o aprendizado, os relacionamentos, as oportunidades bem aproveitadas para que possamos crescer interiormente. Vamos nos conhecendo, vamos vivendo a nossa realidade espiritual ainda na carne; eis o que chamamos "adquirir consciência espiritual".
Quando Jesus nos convidava a ir até Ele a fim de que aliviássemos a nossa sobrecarga, nos convidava a nos conhecer, através de suas exemplificações, de seus ensinamentos maiores; é assim que vamos descortinando a nossa realidade, conhecendo as nossas fragilidades, conhecendo as forças que há em nós para a superação dessas mesmas fragilidades.
A vida é oportunidade preciosa! Que cada um possa abrir a sua porta!
Fiquem em paz!

CAMINHO DE LUZ 28/07/2011

Orientações concedidas pelos mentores espirituais do "CENTRO ESPIRITA MARIA, JOSÉ E O AMOR" Jaraguá do Sul.

Instrução dada durante o Evangelho de 28/07/2011


Espiritismo: Ciência do Espírito

Quando estudamos o Evangelho de Jesus, nem sempre nos apercebemos que ali podemos encontrar a nossa realidade espiritual; é a ciência, é conhecimento daquilo que nós somos; e o espiritismo nos convida a esse estudo. Espíritas, amai-vos! Espíritas, instrui-vos!
Nós, como alunos, adentrando a escola Terra e somos convidados a nos esclarecer, a estudar a nós mesmos, a conhecer o evangelho, a buscar sustentação no mesmo para as provas que viveremos. Somos convidados a aproveitar essas provas para nos sustentarmos em espírito. Fugir da prova é repetir o ano, e toda repetição é um atraso.Todos nós somos convidados a nos renovar dia após dia. Vede a natureza: o sol a cada dia torna a renascer; nós também, a cada dia nova oportunidade se faz para que venhamos cumprir as nossas tarefas, das mais pequeninas àquelas que nos exigem maiores esforços; todas elas nos convidando ao aprendizado do amor. 
Como aprender a amar se não sei o que significa esse sentimento? É por isso que Jesus, em um ato de amor, se fez junto a nós exemplificando-nos o que é amar verdadeiramente ; e  ali colocou Jesus todas as virtudes que somos convidados a viver: devotamento, indulgência, que é o não julgamento de nossos irmãos, perdão para com nós mesmos, rearmonização para com aqueles que estão ao nosso redor, abnegação. Todos nós somos convidados a crescer dia após dia.
Se cada dia que se faz é um chamamento divino, há quantos dias nós estamos refutando esse chamamento maior? Nós refutamos o chamamento quando decidimos por adensar sentimentos negativos,  deletérios, nós refutamos esse chamamento quando nos esquecemos de nossa realidade espiritual, quando esquecemos que aqui estamos para crescer; refutamos a esse chamamento quando nos entregamos dia após dia a rotina, sem análise de nós mesmos, sem dedicação por mudar, vamos refutando a preciosa oportunidade de estar na carne.
Irmãos, analisemos que, essa estada é temporária. E vai chegar o momento de partir. Cientes desse momento, compreendamos que nossa condição espiritual após  desencarne, é fruto de como administramos o nosso tempo enquanto na carne.  É fruto dos nossos interesses maiores, das nossas obras. Dói muito a negligência; dói muito perceber o tempo perdido; dói muito perceber o bem que eu poderia ter feito e não fiz, por justificativas tantas.
Nós devemos tomar o rumo de nossas vidas; guiar até mesmo o nosso coração para aquilo que é o nosso propósito superior. Equilíbrio, razão, sentimento, para que sejamos não somente movidos pelo coração; nem tão somente movidos pela razão, mas pela união dos dois para um propósito maior. Estudar a nós mesmos é começar a nos amar. Recordemos disso, irmãos, para quando sairmos dessa sala possamos caminhar em desejo e nas atitudes de viver essa realidade. Fiquem em paz!